Marvel

Olá Galera! Desculpem por não ter postado nada ultimamente, estive bem atarefada com a faculdade :/
bom, mas hoje vou falar um pouco de uma gigante na área de HQs

O Universo Marvel dos negócios



Em plena época de crises mundiais, mudanças ideológicas, econômicas e sociais e principalmente com o começo da segunda grande guerra, que seria responsável pela revisão mundial do conceito de vida. A Marvel se instalou no mercado em 1940, inicialmente com o nome de Timely Publications. O primeiro HQ da Marvel teve como nome “Marvel Comics” o qual só se tornaria seu nome oficial anos mais tarde.
Bom, de um ponto de vista social, a população mundial passava por uma situação muito delicada. Seguida de uma guerra que causara um abalo na relação que os países tinham entre si, uma crise nunca vista e logo em seguida mais uma guerra, as pessoas haviam perdido a fé no futuro, com isso a Marvel viu a possibilidade de trazer “esperança” apresentando histórias em que apareceriam “heróis” que salvariam o dia. Em 1941 foi lançada a primeira HQ do Capitão America, na qual o herói dava um murro de direita no rosto de Adolf Hitler, principal “vilão” da época, devido à divisão da luta entre eixo e aliados. Uma exibição clara de patriotismo que veio na hora certa para causar o impacto necessário e ter aceitação de seu público alvo. Os anos seguintes foram muito focados na tentativa de engrandecer os heróis que, apesar de terem conceitos interessantes, haviam perdido seu encanto com o final da segunda guerra e no decorrer da guerra fria. Nessa época o que fazia sucesso entre os jovens eram as HQs de terror, investigação policial e Faroeste.
A idéia de “heróis super dotados” era um tanto interessante, porém não teve muito impacto nesse momento, talvez, devido ao fato dos heróis estarem um patamar inalcançável, o que até hoje nos faz pensar na importância da identificação do personagem com seu público alvo, para gerar uma melhor aceitação e até apego ao personagem. É Muito comum observarmos esse aspecto com o aparecimento do chamado “anti-herói” o qual geralmente é uma pessoa comum ou que tem enfoque em principais defeitos, mas que através de variados tipos de situações, acabam por se tornarem os responsáveis pelas mudanças que ocorrem ao seu redor.
Vemos que muitas pessoas, inspiradas nesses tipos de personagens, acabam por criar uma “personalidade própria” em função de enfrentar situações, muitas vezes problemáticas do dia a dia e até superar traumas, como podemos observar no caso de crianças pequenas que dizem querer se tornar “heróis” ao virarem adultos, ou crianças com doenças crônicas, que apresentam quadros de melhora ao serem expostas a histórias, muitas de vezes, de personagens como elas.
Em 1961 a Marvel volta a fazer sucesso com quadrinhos sobre super heróis, ao lançar no mercado “O quarteto fantástico”, que nada mais era que uma história na qual 4 adolescentes se envolveram um uma experiência química e tiveram alteração de seu DNA, dando a eles super poderes. A história agora envolve pessoas comuns, em cenários conhecidos pelos leitores, como Nova York, e com personalidades nada “certinhas”, heróis com defeitos, crises, traumas, que se unem na busca de um mesmo propósito: A cura desses poderes que vieram para atrapalhar suas vidas. Outro personagem da mesma linha, digamos assim, foi o Hulk.
Hulk seria a “Fúria que ganhara forma”, de um homem simples e comum, que trabalhava normalmente como cientista até sofrer uma transformação em uma experiência mal sucedida. Um personagem que podemos observar ter sentimentos intensos e contraditórios, além de diversos defeitos nada heróicos, mas sim, bem humanos. Além daqueles que apresentam as fraquezas humanas e a necessidade de ajuda e de força de vontade, como foi o caso do Demolidor, um herói que aparentemente não seria aceito pelo público por ser cego, mas que teve não só boa aceitação como também foi muito elogiado.
A idéia de colocar personagens que tivessem a ver com os leitores, como Homem Aranha, X-Men, e a implantação de vilões que teriam ganhado seus poderes assim como os heróis, mas perderam para seu egocentrismo e ganância, fez com que a popularidade da Marvel crescesse cada vez mais.
Em 1990 a Marvel além de já estar presente há algum tempo na televisão e cinema, marcou presença também no mercado de jogos, com a criação do jogo do Homem Aranha para Atari. A partir daí foram sendo feitos cada vez mais jogos, geralmente focados no próprio Homem Aranha e nos     X-Men. Como o enfoque principal da empresa era os quadrinhos, e com o surgimento de muitas dificuldades ao saírem desenhistas, com dívidas e outros problemas, A Marvel veio à falência, tendo que ceder os direitos de seus personagens para outras produtoras, a fim de recuperar o que foi perdido com filmes e séries.
Após muito sucesso com alguns filmes, e convenhamos, muitos fracassos. A empresa decidiu produzir um filme em casa, o que veio a ser um grande sucesso e restabeleceu a empresa: Homem de Ferro.

Mais uma vez o típico personagem nada heroico, aliás, cheio de defeitos, tanto em sua vida particular, como em sua personalidade sarcástica. O ator que interpretou o papel foi muito bem aceito pelo público, por criar um ar diferente do que o que era passado nos quadrinhos, trazendo novamente a história do anti-herói à tona e aproximando o público do personagem, que como pudemos observar, é um fator primordial para o sucesso de uma boa história. A Marvel não é apenas uma empresa de negócios, mas também uma construtora de histórias. Muitas das quais nos identificamos com o contexto social, psicológico e até mesmo com o lado de cada personagem que nem eles mesmos gostam. Fazendo com que tentemos melhorar a nós mesmos.




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